sábado, 8 de maio de 2010

DESAFIO, NÃO...

DESAFIO NÃO…AULAS DE VIDA…

Poucas experiências em minha vida foram tão enriquecedoras. Você ler nos livros, ver nos filmes, escutar conselhos, são uma coisa, agora na “Pele do Lobo”, é você e o mundo...

Quando aceitei o convite feito pelo Flávio, não tinha noção do tamanho da empreita. Imaginava algo como, aqueles passeios dominicais pelo parque, pedalando calmamente, tudo regado a lustrosos raios de sol e refrescantes sopros de vento...O Circuito exige um bom preparo, equipamento adequado e uma passada antecipada de carro de preferência, para melhor conhecimento...(Mais uma vez a situação mostra como entramos em algumas situações sem conhecer ambientes, pessoas, regras...é uma espécie de...”bah, eu sempre me dou bem, vou dar um jeito...e assim por diante”.

A companhia do Flávio, da Ana e do seu brother Luis, foi um deleite para mim...uma presença de almas, na sua melhor justa proporção, seja no bom astral e humor do Luís, na precisão de detalhes e organização da Ana, ou na DETERMINAÇÃO e LEVEZA com que o Flávio, encarou esta jornada. Mesmo nos momentos de furo de pneu da minha bike, horário apertado, chuva e tal, demonstrou equilíbrio, fortaleza, que realmente me ajudaram a seguir em frente a cada etapa cumprida. (Mais uma vez a situação mostra, que as pessoas que estão em nossas vidas REALMENTE influenciam em nosso resultado”.

O Circuito todo é maravilhoso, com a natureza mostrando toda sua beleza, as, árvores, o rio, que a todo momento está presente, de diversas formas, mesclado em pedras naturais e cenários de filme... (Mais uma vez a situação mostra que a VIDA é maravilhosa, simples e vale a pena, chega de complicar algo tão perfeito!!??!!)

Um dos pontos altos (em todos os sentidos...hehehe) é Pousada do Zinco, um lugar sem igual, com cascatas, belas paisagens, paz, ar puro, silêncio, e seres “iluminados”nos recepcionando, num local muito bem ambientado, na decoração, iluminação, nas músicas, na comida, enfim...Para melhor qualificar nossas vidas MESMO...(Mais uma vez a situação mostra, que sempre haverão pessoas agradáveis, e que acrescem algo “BEM MAIS” em nossos momentos, basta nos permitirmos e nos tornarmos um jogador deste time”.

Enfim agradeço novamente o convite e a presença dos amigos e deixamos em aberto a possibilidade de participar de uma nova aventura !

VALEU!

Por: Claudio Carvalho.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Dia 4 - Pousada do Campo do Zinco / Dr. Pedrinho / Timbó

pós redigir o último post em Word, fui visitar os vizinhos de quarto e mostrar-lhes como estava ficando o escrito. Ficamos conversando um tempo e voltei para o quarto que estava dividindo com Claudio.

...

Eu só precisava de um café bem gostoso. E estavamos todos lá, prontos para nos deliciarmos com pães, geléias e um monte de comidas deliciosas.





 Num papo muito descontraído contamos como foi a noite anterior. Relatei os sustos levados por dois altos "rrrrooooonnnncccc" emitidos por Claudio durante seu repouso nem tão tranquilo e, segundo ele, parece que eu havia morrido, pois nem ouvia eu respirar.



Rimos muito com diversas histórias.

Voltando a rotina, arrumamos as malas, nos despedimos do pessoal da pousada e descemos a ladeira. 8Km até voltar ao circuito. Eba!





Na hora do aquecimento, até o Rocky entrou na onda! Faz aí Claudio. =D



 Fez frio e o casaquinho foi imprescindível para os primeiros quilômetros.





Achei o trecho feito pela parte da manhã um dos mais bonitos do circuito, pois tem bastante árvores e boa parte é descida. Isto facilitou muito a vida de nossos ciclistas. Por alguns quilômetros, margeamos rios e vimos a beleza dos campos de arroz da região.





Sem nos perdermos uma só vez (graças), percorremos o trecho da pousada até a cidade de Dr. Pedrinho dentro do tempo estipulado, dando tempo de ir até o restaurante tranquilamente. Claudio e Flavio estavam enfurecidos e queriam destruir o local...

... era o que parecia o alongamento dos dois. =D



Assim que terminei de almoçar, pedi uma das bikes emprestadas para matar vontade de participar. No momento em que sentei no banco, lembrei que tinha pedalado no dia anterior... hehehehe
Os ossos da bunda me fizeram saber que, como na música, "navegar é preciso". Dei umas voltinhas em pé e, as vezes, sentando meio de lado, aproveitando o clima agradável.

Mas parece que São Pedro tinha uma surpresinha. Enquanto Ana e Flavio acertavam a conta, Claudio e eu fomos garantir a hidratação para o próximo trecho. Neste momento começa uma chuva fraquinha, mirradinha, que molhou a estrada, inundou os planos e fez nos deslizar para Timbó.


É. Isso mesmo. Num papo rápido, enquanto olhava as planilhas para o próximo trecho, Flavio e Claudio decidiram retornar e não completar o trecho proposto para o dia: Alto dos Cedros. A chuva fria dificultaria muito e alguém poderia sair machucado desta investida. Prevenir é melhor que remediar.

Em uma feliz volta, percorremos em torno de 2 horas 37Km de descidas e retas entre Dr. Pedrinho e Timbó, voltando ao nosso ponto de partida: o Timbó Park Hotel.











Ana e eu chegamos na frente e enchemos os poucos balões que tinhamos para animar a chegada de nossos heróis! Sim.

Para pedalar aproximadamente 240km por paixão pela aventura, só podem ser heróis. =D





Tomamos nosso banho e nos encontramos no lobby do hotel. Claudio, já de partida, se despediu e terminamos o dia editando o blog e jantando no Tapyoka Bar e Restaurante.

Amanhã, 6:40h, vou pra Curitiba. Já sinto saudades de tudo o que vivi.

Foi muito bom.

Em breve faremos um post com dicas e sugestões para aqueles que, como nós, Ana, Flavio, Claudio e eu, gostam de curtir uma aventura em equipe com o único objetivo de se sentir feliz.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Dia 3 - Indaiail / Rodeio / Pousada Campo do Zinco (Benedito Novo)

Créééékkkk.... créééékkkk... estes foram os barulhos que minhas costas gritaram quando acordei. Após postar no blog, ainda fiquei um tempo acordado ao velho e bom som do Tequila Baby e, quando me dei conta, só restavam 4 horas para descansar.

Eram 6h quando saltei da cama, ainda zonzo, para organizar todas as minhas coisas. No incrível curto tempo que fiquei, tive a capacidade de deixar uma verdadeira zona o quarto todo.




Tomei meu banho, arrumei todas as minhas coisas e lá estava eu enchendo o saco da vizinhança para tomar café da manhã.
Recém acordados, estavam ainda na parte do tomar banho e arrumar as coisas. Voltei para o meu duplo quarto single, como se pode ver, e dei uma conferida básica em alguns blogs que acompanho. Ainda bem que fiz isto, pois neste exato momento estou sem internet, tendo que escrever via Word para não esquecer do que se passou hoje. Tenso!



Saímos do hotel cerca de 8:20h. Flavio, bem disposto, iniciou suas pedaladas sozinho. Claudio, Ana e eu fomos atrás de uma borracharia para consertar as câmaras estouradas.
RÁ!
Seguindo instruções do pessoal do hotel, encontramos a borracharia do gaúcho. Lá fizemos os devidos reparos e ali mesmo Claudio se aprontou para o início do dia ciclístico.Graças a Deus que estava aberta a borracharia. Se não encontrássemos ajuda, Claudio ficaria o dia sem pedalar.


Partimos ao encontro de Flavio que, demonstrando seu preparo exemplar, já se encontrava a poucos quilômetros do ponto de encontro final da manhã.





Munidos de água e sanduíches naturais adquiridos em um posto, demos início ao que considero o trecho mais crítico até agora: morro acima entre Rodeio e Dr. Pedrinho. Logo no Km 4 fizemos uma parada para o lanche. Já era 12h e o sol estava tostando bacon na pedra.






Ana e eu, navegadores exímios e peritos em “como realmente saber se você pegou o caminho errado”, já havíamos chegado há algum tempo no local e conhecemos o Sr. Paulo. Um Sr. Super simpático que nos contou de seus sonhos e de suas obras inusitadas. Flores, anjos e um Cristo gigantesco. A simplicidade e força de vontade deste homem de 80 anos me fez acreditar que somos capazes de ações homéricas se tivermos grandes sonhos e muita determinação.


 Agora vem a ignorância. Pedi emprestada a bike do Flavio para dar uma subida. Achei ter ido uns 5Km (que depois fui ver mal tinha dado 1km) e já estava sentindo falta de um tubo de oxigênio e uma semana de férias na praia. Hehehe.
Já que não vinham, e se passavam de 25 minutos de minha partida, decidi voltar a casa do Sr. Paulo. Desci em menos de 6 minutos, me sentindo um gambá sobre rodas, num calor escaldante e pronto para colocar os pulmões pra fora. Sem preocupações, agora estava na vez de quem entendia do negócio.
Ana e eu seguimos de carro e Claudio e Flavio foram para a via crúcis. JESUS! O que era aquela subida. E depois aquela descida. Ana e eu esperamos cerca de 30 minutos num ponto a frente e nada dos guris aparecerem. Foi então que voltamos e os encontramos bem, mas bastante desgastados. Dali por diante foi tranqüilo, até que...


Bom, a Pousada do Zinco fica a 8Km do circuito e a 700 mts do nível do mar. Subida na certa. Acredito piamente que em alguns pontos era necessário o uso de técnicas de escalada, pois o trecho era tão íngreme que algumas fotos foram tiradas de cima para baixo, em que os ciclistas ainda iriam contornar curvas (precipícios) para até então chegarmos na pousada.




Bem, antes de chegar, de ter tomado chuva no caminho, tiramos algumas fotos na cachoeira que avistamos a mais de 10 Km. Muito linda ela.



Chegamos na pousada e descarregamos nossas coisas. É um ambiente muito bonito e agradável, mas preciso confessar que falta barulho (tanto que tive que passar duas músicas do meu celular para o computador para animar um pouco). Cansado feito bicheiro em dia de loteria, fui descansar cedo. Eram 19hs. Agora são 21:27h. Fiquei indisposto e  não fui jantar, mas já comi uns chocolates. Obrigado Mãe Laca e Pai Chokito.



Agora é salvar o Word para que em um emocionante reencontro com a viciante internet seja postado e atualizado nosso blog.

Pensei em ir twittando na próxima vez o que vai ocorrendo, desde que tenhamos sinal de celular. ETA! Sinal de fumaça é o que há.

Vou nessa. Se acontecer algo de interessante conto depois.

Grande abraço e Deus nos abençoe. Amanhã será um longo dia!

sábado, 3 de abril de 2010

Dia 2 - Timbó / Pomerode / Indaial

E lá vamos nós!!!

De hoje em diante, tentarei fazer polichinelos com mais frequência. O sedentarismo é danado.

Depois de uma noite de sono um pouco curta, desperta o ser que vos escreve às 6h. De banho tomado e malas prontas, fui encher a paciência da vizinhança. Após atordoar para que vissem o blog criado (rá... foram checar e-mails hehehe), fomos para o café.




Cara de sono amarrado, ainda querendo cama. Foi assim que tivemos nosso café/reunião nesta manhã.
Felizes da vida por estar começando a jornada, fizemos um briefing do primeiro trecho até o local para almoço. Mal sabíamos o que nos esperava. Depois de feito o check out, preparamos todos os equipamentos para a estrada. Flavio e Claudio já produzidos, pegaram a bike.




Dado o início do percurso, Ana e eu fomos até a casa de nosso tio que mora em Timbó para uma visita breve. Breve. Breve. Saímos de lá imaginando: "Vamos começar né? Navegar e encontrar os guris no meio do caminho". Pedimos um norte para o tio que, há pouco tempo em Timbó, tentou nos ajudar. "Tem as placas".
É, caros leitores, "se perdemo". Com mapas e planilhas em mãos, fomos tomados por um riso nervoso que nos afobava para que decidissemos o próximo passo. "Vamos direto a Pomerode e lá nos encontramos com Flavio e Claudio".


Pronto! Chegamos rapidinho pela estrada asfaltada com ajuda do centro de informações turísticas e, provavelmente, perdemos belas fotos. Mas o lado bom é que estamos dentro do nosso tempo estipulado. E lá ficamos a espera dos ciclistas. Eis que surge um, somente um. Flavio, cansado após a jornada de aproximadamente 30 km, relatou que Claudio estava a sua espera: a primeira câmara furada da viagem. Nisto, do horário previsto para chegada, já se passava 1 hora. Bom. Estavamos todos bem e em frente a um restaurante. Ana já havia contatado através do pessoal do local um borracheiro que nos atenderia. Flavio e Claudio foram até ele e lá resolveram o problema.

Ao retornarem ao restaurante, Ana e eu já estavamos satisfeitos da típica culinária alemã. Almoçamos muito bem e o ambiente super agradável, com bastante famílias e crianças.

Reabastecemos e fomos para a estrada. Desta vez, e equipe de apoio que acompanhava no carro, decidiu partir junto para não ter erro. E teve. Foi desgastante, mas um aprendizado memorável. Percorremos caminhos errados por pegar informações de quem desconhecia o lugar, o que nos tomou algum tempo. Mas voltando ao caminho correto, fomos bem.










Bem... ir bem. A segunda câmara. É. Furou de novo. Flavio parou para ajudar Claudio e rapidamente foi recuperado o pneu. voltamos para a estrada e um primeiro sinal de preocupação nos ocorreu. Estavamos pouco mais da metade do percurso e já eram 17h.



Iniciamos um trecho complicado e logo veio a notícia ruim. Enquanto Ana e eu esperavamos na divisa entre Timbó e Pomerode, Flavio nos grita para voltar. A terceira câmara do Claudio foi para o beleléu. Voltamos para busca-lo e corremos para alcançar Flavio.




E olha. Tenho que confessar que foi tenso. A noite já havia caído e nada de encontrarmos o guri. Planilha na mão, olhos vidrardos no escuro, parada básica para informação e TCHANAN!!! Surge Flavio com a adrenalina a toda. Guiamos ele pelos faróis do carro, já que a pequena lanterna que ele carregava limitava sua velocidade. E mantendo uma média de 22km/h, percorremos os últimos 16 km do dia.





Cansados, chegamos ao hotel e fomos nos aprontar para jantar.
Não demorou muito e já estavamos nos deliciando com mais massas! Um chopp de trigo para abrir o apetite e lá começamos a planejar o domingo de Páscoa.



Voltamos para o hotel e, desde então, acredito que todos tenham ido dormir.

Em breve volto. Hoje com internet. Graças!

Ah... Feliz Páscoa!!! Abraços.